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Resident Evil S.T.A.R.S Home

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Resident Evil S.T.A.R.S Home

Postado por Jason Brody em 25/11/2012, 13:54

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Nota ao Leitor:
Esta ficção, como em toda boa ficção, não tem qualquer ligação com a linha do tempo dos games da série Resident Evil, portanto, é uma história onde tudo pode (e deve!) acontecer. É de obrigação avisarmos a todos a respeito disso, para que não tenham dificuldade em entender certos fatos ocorridos nessa trama, que em alguns momentos, não faz sentido algum. E, novamente, não podemos deixar de citar que "qualquer fato ou semelhança com a vida real nem sempre é uma mera coincidência".

Por favor, note que, nesta trama:

- A cidade de Raccoon não foi dizimada.
- Alguns nomes não correspondem aos dos personagens da história, tampouco são citados em arquivos ou qualquer outro meio no jogo.
- Alguns fatos não correspondem com os acontecimentos originais.
- Personagens mortos na série poderão aparecer com vida, vide item acima.

Capítulos:

- Introdução
- 1º Dia
- 2º Dia
- 3º Dia
- 4º Dia
- 5º Dia
- 6º Dia
- 7º Dia
- 8º Dia
- 9º E ÚLTIMO DIA

OBS: FICS JÁ ESTAM FEITAS POR MIM, ENTÃO SÓ POSTAREI! BOA LEITURA ! Leitor!

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Re: Resident Evil S.T.A.R.S Home

Postado por Jason Brody em 25/11/2012, 14:06

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>>INTRODUÇÃO<<

Cap001 - Encontros e Reencontros Parte 1:

Chris e Claire preparavam-se para voltar para os Estados Unidos assim que o telefone tocou. Já com as malas na mão, de saída para o aeroporto, Chris voltou ao ouvir o telefone tocando insistentemente.
- Ai não, quem será?
Chris solta as malas e volta até a sala, puxando o aparelho sem fio.
- Alô!
- Sr. Redfield?
- Sim.
- Estaremos esperando por vocês, não se atrasem.
- Quem está falando?
- No momento certo saberá. Apenas, como membro do S.T.A.R.S., seja profissional e não comente este telefonema com mais ninguém a não ser sua irmã. Os outros também a esperam...
- Mas quem...?
O telefone ficou mudo, e em seguida o sinal de que fora desligado.
"Que outros?" - pensou Chris, sendo distraído de seus pensamentos com o grito de Claire, que o esperava já dentro do carro.
- Vamos, Chris! Ou acabaremos perdendo o vôo!
- Estou indo.
Chris voltou a pegar as malas e saiu, dando uma última olhada em sua pequena casa. Não sabia se um dia voltaria a viver nos Estados Unidos, mas precisava rever seu país. E talvez seus amigos.

* * *

- "Like the naked leads the blind/I know I'm selfish, I'm unkind/Sucker love I always find/Someone to bruise and leave behind..."
- Jill cantarolava ao som de seu rádio. Adorava dias de folga por isso, podia ouvir música no volume que quisesse, no aconchego de seu lar, sem patrão para encher o saco. Mal pôde ouvir quando tocou o telefone. A jovem correu até o rádio e abaixou-o, em seguida atendendo ao telefone.
- Pronto.
- Jill Valentine?
- Ela mesma. Quem gostaria?
- Estaremos esperando por você.
- O quê? Quem é?
- Apenas vá. Seus amigos do S.T.A.R.S. estarão lá.
- S.T.A.R.S.?
Haviam desligado antes de lhe responder. Com certeza era alguma piada de alguém que a conhecia. Só podia ser de algum amigo.
Jill apertou o gancho do telefone e, assim que ouviu o tom, discou alguns números.
- Alô, Brad? Tudo bem? Não, é que... - uma pausa. Sua expressão se transformou em preocupação. - Ligaram para você, também? Mas... E não disseram quem era? Hum... Tudo bem, então, eu te vejo mais tarde. Até mais.

* * *

- Quem era no telefone? - perguntou Claire, enquanto procurava por algo no porta-luvas do carro.
- Eu não sei... - disse Chris, parecendo preocupado.
Claire desviou sua atenção do porta-luvas, fechando-o.
- Hein? C-Como não? Você ficou mó tempo lá e nem sabe quem era?
- A pessoa não se identificou, apenas disse para eu não me atrasar e, que como membro do S.T.A.R.S., eu não devia contar isso pra ninguém, só pra você. Disse que estavam esperando pela gente.
- Ai, meu Deus... - Claire passou a mão trêmula pelos cabelos.
- Calma, vai dar tudo certo. Apenas temos que voltar. Eu me encarrego de descobrir que palhaçada toda é essa.

* * *

Há mais de uma hora naquele maldito trânsito e não estava nem na metade do caminho. Rebecca, como uma profissional competente e responsável, sentia-se na obrigação de ser pontual. Mas pelo jeito, hoje seria o dia em que seu chefe simplesmente ia desejar matá-la.
O trânsito finalmente fora liberado (aliás, ninguém sabia nem o que causou o trânsito e muito menos o que o liberara) e ela rezava para que ainda desse tempo de levar uma bronca mais leve. Dez minutos depois estava na delegacia (finalmente), e assim que estacionou seu carro, saiu correndo, quase esquecendo sua bolsa no banco de trás. Até que chegasse até sua sala, ela não podia nem pensar em parar para beber um copo d’água ou cumprimentar os recepcionistas. A única pessoa que não queria encontrar -
- Está atrasada, Chambers.
- estava bem na sua frente, com uma expressão repreensiva, trajando seu avental branco com o crachá pendurado. O crachá que ele considerava um verdadeiro mérito. Assim como naqueles filmes de faroeste, onde o xerife faz questão de polir o tempo todo a sua estrela no peito, a estrela onde estava escrito “XERIFE”. Era a única coisa que Robert Carter faltava fazer. O posto de chefe na área de bioquímica o fizera mudar completamente, agora era arrogante. Antes era um cara legal, que pensava nos amigos. Apesar de sempre ambicioso, ainda assim nunca olhava uma pessoa por cima do ombro, como fazia hoje.
- Eu sei, Robert. Já estou indo.
- É bom mesmo, porque é a última vez que tolero seu atraso.
- É a primeira vez, vê se dá um desconto.
Robert não lhe respondeu nada, apenas saiu resmungando. Uma das mulheres que trabalhavam no mesmo grupo de trabalho de Rebecca se aproximou; seu nome era Kristy, 29 anos, divorciada, tinha um filho de quatro anos, uma gracinha, um encanto de criança.
- Bom dia, Rebecca!
- Bom dia nada...
O Robert implicando com você? Sim, porque só nesses últimos três dias, ele conseguiu perturbar quatro pessoas, inclusive o coitado do Peter, que trabalha feito um cão.
- É... Então é melhor você voltar para o seu lugar, porque nosso querido chefinho vem vindo aí.
- É verdade. Ah, antes que eu me esqueça, hoje veio um rapaz aqui e mandou entregar uma coisa para você. - Kristy retirou um envelope do bolso.
Rebecca pegou-o, notando que não havia remetente.
- Quem?
- Ah, não falou o nome, só me disse para entregar para Rebecca Chambers.
- De repente ele se enganou, porque...
- Ah, a única Rebecca Chambers que conheço é você.
- Hum...
Rebecca suspirou, abrindo o envelope. Kristy deu-lhe um tapinha no ombro, saindo logo em seguida. Dentro do envelope, ela encontrou dois papéis. Ela pegou o primeiro, que parecia ser uma carta.

“Prezada Rebecca Chambers”.
Está prestes a ter uma nova chance de provar seu brilhante talento como bioquímica. Lembra-se da primeira oportunidade? Pois é, ela está de volta. Se não conseguir se lembrar do que estamos falando, no decorrer dessa carta, entenderá. Creio que seja impossível não se lembrar do episódio daquela noite na floresta de Raccoon.
Srta. Chambers, deixe o pânico para mais tarde, apenas não comente essa carta com mais ninguém. Estaremos esperando-a no local indicado no mapa em anexo. Como um membro do S.T.A.R.S., por favor, não falte. Seus amigos sentiriam sua falta...
Até logo mais...”
Rebecca abriu o outro papel, que era o mapa citado na carta. Aquilo era um mapa de Raccoon, e havia um risco vermelho numa área isolada da cidade.
- Onde fica isso?
- Não vai trabalhar não, Chambers? - era Robert.
- Eu... preciso... Com licença.
- Ei...
Rebecca saíra correndo, apertando a carta entre os dedos.

* * *

ill apenas trocou de blusa, pegou a chave do carro e foi em direção a delegacia de Raccoon. Havia algo estranho nisso tudo. Brad a estaria esperando, pois também havia recebido uma ligação. Assim que se aproximava do estacionamento, viu o carro de Brad parado lá, o rapaz próximo a ele. Jill fez um sinal para que esperasse, estacionou e desceu do carro, assim que Brad viera em sua direção.
- Oi...
- Oi... - a expressão dele parecia ainda mais apavorada do que a dela.
- É melhor irmos conversar lá dentro, alguém pode nos ouvir e...
- É, eu sei.
Brad e Jill entraram na delegacia, cumprimentando o pessoal da recepção e indo direto a uma pequena lanchonete.
Jill senta-se em uma das mesas do local, Brad a acompanha.
- E então, o que faremos?
- Eu não sei. Será que os outros...?
- Pode ser, já que disseram que os S.T.A.R.S. estariam lá.
Jill não disse nada, apenas suspirou e olhou para os lados. Rebecca estava sentada numa das mesas à direita, a mais escondida da lanchonete.
- Olha a Rebecca ali. - Jill apontou, e Brad virou-se para ver a garota. Rebecca examinava dois papéis, um em cada mão. Seu rosto tinha uma expressão de espanto num misto de preocupação.
Jill e Brad caminharam até a mesa onde a jovem estava, cada um sentando-se de um lado dela.
- Oi. - Jill cumprimentou a jovem, que sorriu, tentando disfarçar o medo.
- O que faz... - Brad interrompeu a pergunta, observando os papéis nas mãos de Rebecca. - O que é isso?
- Hã? - Rebecca arregalou os olhos. - Ah, é uma carta anônima que recebi. - ela encolheu os ombros e passou os papéis para as mãos de Brad, que depois de ver, passou para Jill.
- Becca, nós... Nós recebemos telefonemas com o mesmo assunto da carta, e... - disse Jill, calando-se.
- Então, isso é algo contra nós, sobreviventes do antigo S.T.A.R.S.?
- Eu acho que sim, mas precisamos saber se os outros também receberam. - disse Brad, observando o mapa.
- Que outros? Barry sumiu do mapa e...
- O Chris ainda está vivo. - Jill suspirou. - Precisamos entrar em contato com ele.
- Mas como? - disse Rebecca.
- Ele está na Europa. Recebi um telefonema dele há semanas atrás.
- Ele não disse de onde falava? Nem deu o número dele?
- Deu. Mas não sei onde guardei. Preciso ir até minha casa para procurar.
- Ótimo. Vá agora. A gente te espera aqui, enquanto eu tento ajudar a Becca e decifrar o mapa.
Jill acenou e saiu.

* * *
Sua consciência começava a surgir, depois de tanto tempo desacordado. Seus ouvidos zumbiam terrivelmente e sua boca tinha um gosto amargo. O único cheiro que conseguia sentir era o de álcool, um cheiro muito forte, que chegava a lhe enjoar. Seus olhos estavam tampados por uma venda preta, e assim que tentou se movimentar, sentiu que suas mãos estavam amarradas nas costas.
- O que...? Onde eu estou? - sussurrou, aumentando o tom de sua voz. - Socorro! Estou preso! Alguém me ajude! Alguém...
Ninguém respondia. O silêncio o assustava terrivelmente.
- Sou eu! Alfred Ashford! Alguém tem que me soltar! Eu sou um homem poderoso. Vocês serão condenados a morte.
Ninguém respondia novamente. Sua voz ecoava dentro da sala. Alfred suspirou e, depois de muito gritar, resolveu permanecer calado.

* * *
- Você já pode entrar. Eles querem falar com você! - disse a recepcionista.
- Obrigada. - A jovem agradeceu, abrindo a porta do escritório, onde a esperavam.
Ao vê-la, os homens sorriram.
- Está adorável, senhorita Wong.
- Obrigada. - disse, bastante envergonhada.
- Vai mesmo precisar ser adorável para sua próxima missão.
- Perdão? Eu vou para outra missão? Mas já? Eu...
- Sabemos que está traumatizada pela última experiência que teve. Mas são ossos do ofício. Tem algumas horas para se preparar, já estamos com quase tudo pronto.
- Certo. - ela respondeu rapidamente.
- Já pode se retirar.
- Com licença.
A jovem saiu, e os três homens se entreolharam.
- Será que ela desconfia do que estamos tramando? - um deles perguntou.
- Eu duvido. - o outro sorriu cinicamente.

* * *

Horas depois...
Chris e Claire estavam saindo do aeroporto de Nova York à procura de um táxi. Ambos não conseguiam esquecer daquele estranho telefonema. Chris sentia que havia uma charada nisso tudo.
- Para onde, senhores? - o motorista do táxi perguntou.
Os outros... - pensava ele. De repente, seus olhos se arregalaram.
- Raccoon City! - Chris gritou.
Claire e o motorista o olhavam espantados.
- O que disse, Chris? - perguntou Claire.
- É pra Raccoon que temos que ir.
O motorista sorriu.
- Eu sinto muito, senhores, mas não posso levá-los para outra cidade, o meu trabalho é só dentro de Nova York e...
Chris o interrompeu, retirando uma arma do bolso.
- Você vai nos levar sim, amigo. - Chris sorriu repentinamente. - Por favor, é caso de vida ou morte.
- Chris... - Claire cochichava. - O que é que você pensa que está fazendo?
- Só pedindo delicadamente para esse senhor nos levar para onde queremos ir. Agora vamos logo! Já éramos para estar no meio do caminho.
- O quê? - o taxista perguntou, espantado.
- Vamos! Rápido! - disse Chris, ainda segurando o revólver.
O homem não teve outra saída a não ser atender a Chris. Lá iam eles em direção a Raccoon.....

Continua....

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