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Base do Soldado Blake

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Base do Soldado Blake

Postado por ~ Bacon em 13/11/2012, 17:09

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Base Do Soldado Blake


Seja Bem Vindo Blake! Aqui você Cumprirá suas Missões , Boa Sorte , e Capriche .


Pokémons :
Joltik Snivy Magby

Arsenal:
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...

Itens Da Loja :
Open:

2x Plasma Ball's


Plasma Money : 35 P$

Dinheiro Acumulado : 18000 R$

Missões Cumpridas : (2/5)

- Missão De Numero 3º -
Amigo, estamos enfrentando muitos problemas, nossa equipe tem poucos membros, antigamente isso não acontecia, sendo assim voltamos com a boa e velha parceria com a Rocket, sou grato pela sua ajuda. Recebi um telefonema de Rias, a líder Rocket, peço que se junte em Kanto com Sookie uma das agentes dela e destruam algumas bases da polícia pela cidade de Vermilion.
1x Dinamite , 1x Potion , 1x Corda , Itens do Seu Arsenal
Batalha : Opcional
Boa Sorte


Última edição por ~ Lúcifáh Gremory em 21/11/2012, 16:21, editado 4 vez(es)

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Re: Base do Soldado Blake

Postado por Blake em 14/11/2012, 18:15

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Não sei se burlei alguma regra, mas não vi outro jeito de fazer essa missão. Demorei um tempão pra fazer, então não invalida por favor, mesmo que o salário seja menor.

Eu tinha certos planos após pegar meu pokémon inicial. Certa vez, alguns anos atrás, tive contato com a Equipe Plasma e, após ver que os interesses e ideais deles eram os mesmos que os meus, decidi que me filiaria à Equipe assim que começasse minha jornada.

Eu não poderia usar meu Mudkip durante as missões, mas um pokémon confiável me fora dado. Muita gente subestimava pokémons pequenos como o Joltik, mas eu conhecia o potencial e a utilidade das habilidades dele, então fiquei satisfeito. Minha primeira missão era bem vaga. Por algum motivo, vários treinadores estavam acabando com o equilíbrio natural ao capturarem dezenas de pokémons em uma floresta ao norte de Opeluci e eu deveria roubar quantos conseguisse, afinal, no futuro o verdadeiro poder dos pokémons seria visto e o mundo mudaria drasticamente (mas isso é história para outro momento). Entretanto, na descrição da missão estava escrito: “E mostre para eles como se trata um pokémon”. Decidi interpretar isso como: “Mostre como se usa um pokémon”.

De qualquer forma, me faltavam os recursos mínimos necessários para aquela tarefa. Não importava o quão bom eu fosse como treinador, fazer o que missão mandava apenas com um Joltik e uma corda beirava o impossível.

Naquela época eu fazia parte de um grande grupo de jovens e crianças, por motivos que serão discutidos em outro local e em outro momento. O fato era que nos tratávamos como irmãos e, independentemente do que o outro escolhesse fazer, sempre nos apoiávamos uns aos outros. Assim sendo, eu tinha irmãos em todas as Equipes criminosas, irmãos policiais e irmãos que eram treinadores. Não pedíamos ajuda àqueles que tinham lealdade com outras equipes, não que não quisesse ajudar, mas os ideais de nossas equipes eram diferentes e, por isso, ficávamos impossibilitados de nos ajudar.

Entretanto, cerca de oitenta por cento do nosso grupo era composto por treinadores, coordenadores ou criadores, e estes confiavam em nós e nunca nos negavam ajuda. E era para um desses, um treinador chamado Jimmy, três anos mais novo que eu, que eu pediria ajuda. Assim, fui até o centro pokémon de Driftveil e liguei para ele:

- E aí Jimmy, como é que tá? – eu perguntei.

- Ninguém é páreo pra mim mano. – era o típico comportamento dele. – Já tenho quatro insígnias de Hoenn. – ele mostrou o estojo. – Mas por que você ligou? – ele perguntou enquanto seu Seedot pulava na frente do aparelho.

- É que vou precisar de uma ajuda do seu Forretress. – eu respondi. Na verdade, com meus recursos limitados, aquele pokémon era o cerne do plano que eu tinha elaborado para cumprir a missão.

- Ok, onde você está? – ele prontamente concordou, como qualquer um dos meus irmãos faria e como um faria para qualquer um deles.

- Estou em Driftveil, mas vou precisar dele em Opelucid. Acha que consegue chegar lá a tempo?

- Claro, meu Charizard vai me levar. Acho que chegamos junto lá. – ele disse.

E, de fato, nos encontramos rapidamente após chegarmos à cidade, mas, na verdade, eu havia apressado os passos e chegado de manhã bem cedo, a fim de executar certas preparações. O dia estava nublado, porém bastante claro, com aquela claridade branca típica de dias nublados e abafados. Enquanto caminhávamos para a floresta, expliquei o plano para ele.

Para começar, entramos na floresta como treinadores a fim de que eu pudesse verificar a situação do terreno e procurar os melhores lugares para executar o meu plano. Como a missão dizia, a floresta estava cheia de novatos pegando todos os pokémons que viam pela frente; por cima, contei vinte treinadores, cada um com seu pokémon inicial mais algumas pokébolas. Ao todo, se eu conseguisse roubar todos, daria mais de cem pokémons.

Voltando para os arredores da floresta, onde ninguém podia nos ver, fiz com que o Forretress cavasse um túnel para nós. Devido à concentração das árvores ele não cairia sobre nossas cabeças, então não era preciso usar escoras, já que as raízes faziam esse trabalho. Logo em seguida, voltei para a floresta com um saco cheio de pokébolas vazias, desafiando os novatos para uma batalha-aposta; eles apostariam quantos de seus pokémons quisessem e eu cobriria.

Era uma estratégia sem erro. Por três motivos. O primeiro era que, mesmo não tendo um pokémon que fosse meu antes do Mudkip, eu batalha há muitos anos; O segundo era que os treinadores eram novatos sem experiência que estavam capturando seus primeiros pokémons: qualquer treinador experiente veria que não era correto “limpar” aquela região com captura excessiva; E o terceiro e último era que após algumas derrotas os outros não aceitariam mais batalhar. É claro que havia uma falha crucial: eu não tinha pokémons para apostar, portanto, se algum treinador quisesse ver os pokémons meu plano iria por água abaixo. Assim, eu pedi que Jimmy deixasse que eu apostasse os pokémons dele.

- Tente não perder. – ele me disse.

- Se esqueceu de quem ensinou você a batalhar? E então entrei na floresta.

- Treinadores e treinadoras! – eu gritei, com a voz de um locutor. – Hoje, estou dando uma grande chance a vocês de aumentarem seus times com pokémons de qualidade. Vou batalhar com qualquer um. Apostaremos quantos pokémons quisermos e o perdedor deverá dá-los ao vencedor! – anunciei. – Tenho todos esses para apostar – apontei para o saco com cerca de cinquenta pokébolas - , quem quer ser o primeiro?

Depois de um momento de silêncio, todos os treinadores começaram a murmurar e um deles perguntou:

- Quais pokémons você vai apostar primeiro?

- Depende de quanto meu adversário apostar, mas, para começar, esses seis. – e lancei as pokébolas do Jimmy.

Era, como eu acreditava, uma coleção impressionante. Tinha o Charizard, o Forretress, um Tyranitar, um Flygon, um Milotic e um Gengar. Logo, a agitação começou novamente, afinal, quem não iria querer um time daqueles?

- Eu vou primeiro, mas quero ver com que pokémon você vai começar. – um confiante treinador com ar arrogante disse, dando um passo a frente enquanto sua franja ruiva batia na testa.

- Ok, eu vou lutar com esse simples Joltik. – eu disse, lançando a pokébola da Plasma.

- - Tudo bem então. Quero apostar todos os seis pokémons que capturei. – ele disse, sorrindo e mostrou e lançou as pokébolas. Eram um snivy, um emolga, um patrat, um lillipup, um Drilbur e um Audino.

- Que seja. Vamos batalhar. – eu disse. Nenhum daqueles pokémons me atraía além do snivy, mas ordens eram ordens. – Pode começar atacando se quiser.

– Será uma batalha fácil. Vai, Tepig. – outra grande vantagem que eu tinha era que na floresta era raro encontrar pokémons do tipo pedra, que dificultaria minhas chances de vitória. – Brasa!

- Joltik, evasiva e Onda Trovão! – o havia treinado o Joltik desde que o havia recebido e várias batalhas ao longo do caminho entre Hoenn e Unova serviram para aumentar suas habilidades físicas. Assim, ele desviou perfeitamente e tomei cuidado para atacar com seu ataque inicial, de modo a não assustar os outros. O despreparado treinador deixou que seu pokémon tomasse o ataque em cheio, pois acreditava que me venceria facilmente, já que seu pokémon tinha certa vantagem contra o meu. – Mais uma vez Joltik! – e o Tepig caiu facilmente.

- Ah, não acredito! – o garoto estava prestes a chorar.

- O que foi? Você não disse que seria uma batalha fácil? Bom, pode ir passando as pokébolas. – ele soltou as pokébolas. – E treine mais da próxima vez. Mais alguém? – eu perguntei, olhando para os outros treinadores.

- Eu. – outro deles disse. – E não ache que sou tão fraco quanto aquele chorão. Vou apostar todos.

- Ótimo. – eu sorri. Quanto mais eles apostassem, mais rápido eu finalizaria a missão. Enquanto isso os outros treinadores ficavam por perto a fim de ver as batalhas. – Pode começar também.

- Servine, Chicote de Cipó. – ele disse, lançando a pokébola.

“Humm... evoluído, isso vai ser legal”, pensei.

- Joltik, use a evasiva! – eu disse. Assim que os chicotes passaram por ele eu continuei: - Pare os chicotes com a Teia de Aranha e use o Jato de Seda para imobilizá-los. – com a teia ele prendeu os chicotes, impedindo o Servine de retorná-los e, com o jato de seda, amarrou um ao outro, deixando-os presos e pesados.

- Servine, não desista. – o garoto disse. Tive que admitir que ele tinha mais fibra e habilidade que o primeiro. – Aproveite que ele deixou o Chicote mais pesado e lance-o com toda a sua força. – era uma ótima estratégia, já que mais pesado o Chicote ficaria mais rápido e causaria mais dano, mas ainda não era o suficiente.

- Joltik, espere onde está. – eu disse. Passaram-se poucos segundos enquanto o Chicote vinha. – Agora! Pule no Chicote e corra por ele. – Como o chicote havia ficado mais grosso, era largo o suficiente para que meu pokémon pudesse andar por cima e, por causa dos pelos de suas patas ele podia se movimentar pelo jato de seda sem ficar grudado nele. – Ótimo, pule e ataque com a Teia Elétrica. – pulando no exato momento em que o chicote retornava, o Joltik envolveu seu adversário com sua rede, eletrificando-o e deixando incapaz de se movimentar.

“De perto, mesmo sendo um tipo grama ele vai tomar bastante dano.”

- Finalize com a Onda Trovão! – e lá se foi mais um treinador. Cinco novatos depois, os outros começaram a se dispersar e, por fim, nenhum quis aceitar meu desafio. Devolvendo escondido a pokébola do Forretress de Jimmy, ele foi executar uma das partes do plano por mim, enquanto o Joltik ia fazer a sua própria, afinal era um membro da Equipe Plasma.

Após verificar que todos estavam mesmo se retirando me esgueirei rapidamente até a beira da floresta, puxei as duas pontas da corda que havia deixado presa em várias árvores, formando um perímetro circular ao redor do local onde tinha mais treinadores. Enquanto isso, o Joltik selava os espaços entre as árvores com sua Teia Elétrica. Assim, sobrou apenas a parte do Jimmy.

- Vai nessa Jimmy! – Gritei para dentro do túnel.

Alguns segundos depois, uma coroa circular com três metros de profundidade por um e meio de largura começou a se abrir dentro do perímetro , derrubando todos os treinadores que ficaram parados se questionando por que uma teia elétrica estaria barrando o caminho deles.

- Joltik, use o jato de seda para pegar mochilas e pokébolas. – e rapidinho fizemos uma limpa nos treinadores.

- É ele policial! – do lado de fora do perímetro que eu estabeleci um dos treinadores que havia escapado trouxe um policial com um Growlithe.

- Growlithe, use a brasa para destruir essa rede.

Deixei ele ultrapassar o perímetro e disse:

- Joltik, Bola Elétrica. – o golpe bateu no chão, levantando uma nuvem de poeira enquanto eu gritava. – Irmão, manobra evasiva! – avisando Jimmy de que estava me mandando. – Joltik, nos tire daqui com o Jato de seda.

- Pare! Você está preso por roubo e apostas ilegais!

Agarrado no meu pokémon, ignorei o policial, pulei sobre o buraco e sobre a teia do outro lado do perímetro, saindo floresta adentro. Já tinha combinado com Jimmy que ele esconderia seus pokémons e fingiria ser uma vítima. Minha rota de fuga estava gravada na cabeça, então depois de sair do perímetro, eu disse:

- Joltik, use algumas Bolas Elétricas para levantar poeira e confundir o policial. – Logo seguida, tirei um rolo de lona branca de dentro do meu sobretudo, segurei em uma ponta e lancei para dentro do círculo.

Correndo floresta adentro com um grande saco nas costas, cheio de pokébolas, cheguei até um campo de balões, no qual já havia comprado uma passagem para fazer um passeio e, depois que subi no céu e troquei de roupa, ninguém seguiu o meu rastro. Mas eles sabiam de onde eu vinha e qual era meu objetivo. Pois quando a poeira baixou, uma faixa de lona branca estendida de uma ponta a outra de um buraco em forma de círculo dizia:

Uma cortesia da Equipe Plasma

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Re: Base do Soldado Blake

Postado por ~ Bacon em 17/11/2012, 11:11

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Serei breve... CARALHO MEU, TÁ FODA!
...
Nota : A+
Prêmios : Snivy / 9000 R$ / 25 P$

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Re: Base do Soldado Blake

Postado por Blake em 21/11/2012, 03:25

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Desculpa a demora. Não sei se ficou muito bom, até por que quase não tem batalha. Eu acabei escrevendo algumas coisas relacionadas a fan-fic que tenho planos de fazer e acabei me empolgando (deu 6 páginas no word).

Depois da primeira missão, a qual, devido às circunstâncias, tive muito trabalho para planejar e executar, fui diretamente ao QG da Equipe Plasma, onde entreguei todos os pokémons e recebi meu salário. Aparentemente, meu chefe estava bastante contente com o sucesso da minha missão, me surpreendendo e muito quando me presenteou com o Snivy que eu havia roubado.

O pokémon estava extremamente desconfiado de mim e, de vez em quando, parecia bravo ou triste. Então tive que contar uma fração da verdade para mostrar que eu não era uma pessoa má e que ele podia confiar em mim.

- Sabe Snivy, o hoje o mundo parece muito bom. - eu disse, pondo ele sentado ao meu lado. - As pessoas são boas, os maus não são tão ruins assim e as crianças podem sair de casa aos dez anos para uma jornada pokémon sem se preocuparem com nada. Eu sei que não deveria achar isso estranho, pois nasci nessa era, mas, ainda assim, conheci muitas crianças, e nenhuma delas teria responsabilidade o suficiente para começar uma jornada pokémon nessa idade. - respirei fundo. Estávamos sentado no alto de uma árvore, em uma grande floresta de Hoenn. Ele prestava bastava atenção quando eu falava, apesar de não gostar muito de mim por tê-lo roubado. - Mas virá o dia em que a verdadeira maldade virá à tona; será um caos. As pessoas não vão saber o que fazer, não saberão como se proteger e como sobreviver. Os pokémons serão utilizados como armas e as batalhas serão muito mais violentas do que são hoje. É por isso que estou na Equipe Plasma; se eles conseguirem o monopólio dos pokémons serão atacados fortemente mais cedo ou mais tarde, e não poderão se defender; as pessoas que os atacarão não vão encarar batalhas justas; humanos ou pokémons, vão atacar até destruir tudo. - suspirei. - E eu não posso permitir isso. Se eu contasse aos líderes da Equipe eles não acreditariam em mim, pois não conhecem o verdadeiro mal, que ainda não foi visto nessa era. E para evitar e combater isso vou treinar você, todos os pokémons que forem meus na Equipe e todos os pokémons do meu time de forma a se tornarem muito mais fortes do hoje parece ser possível. É por causa desse futuro que preciso que você colabore comigo. Pense nisso. – o devolvi para a pokébola.

De qualquer forma, uma viagem de Unova a Kanto era bem cansativa. Cruzar as outras regiões apenas para convencer uma pessoa a trazer sua Equipe de volta deveria ser muito importante, então parecia que o alto escalão me tinha em grande estima. Isso era bom. Eu realmente queria ser importante dentro da Equipe Plasma.

Quando cheguei a Vermillion, tomei bastante cuidado para encontrar Rias e usei de todas as minhas estratégias a fim de criar um ambiente no qual ela aparecesse, afinal, não me fora dada nenhuma localização específica, apenas a cidade na qual ela estava. Por fim, bati na minha própria testa quando vi o cartaz de procura dela riscado. Aparentemente ela estava presa, me restava descobrir onde.

Eu não tinha tempo ou paciência para me infiltrar na polícia o suficiente para surrupiar os arquivos sobre ela, então teria que improvisar. Naquela época, durante a noite, ninguém ficava de plantão nos distritos policiais. Como eu havia dito ao Snivy, ninguém sabia realmente o quanto as pessoas podem ser más.

Para invadir o distrito da cidade de Vermillion eu precisaria de quatro coisas: distração, precaução, proteção e velocidade. As duas últimas eu já tinha, a primeira eu precisava criar e a segunda era a parte estratégica, muito fácil se comparada a minha primeira missão. Quando a noite estava alta, eu fui para os limites da cidade, onde estava uma casa grande e velha, sem dono, ótima para os meus planos.

- Magby, use a Brasa! – botar fogo em uma casa velha, mas com madeira grossa e difícil de ser queimada certamente chamaria a atenção de qualquer um que estivesse acordado naquele momento.

Claro, podem me perguntar: “Se a delegacia fica vazia durante a noite por que você precisou de uma distração?” Simples, aquele tipo de edifício sempre tinha um alarme e, mesmo que eu fizesse o que vou dizer a seguir, ainda existiria um gerador reserva lá dentro que, em minutos, faria o alarme soar. Ou seja, eu precisava da distração para me dar tempo de fuga, já que muitos dos policiais moravam perto do distrito.

Correndo, fui até o distrito.

- Joltik, use sua eletricidade nesse disjuntor. – aquilo seria minha passagem silenciosa para dentro. Uma pequena faísca, uma pequena fumaça e um pequeno estouro foram todas as consequências.

Entretanto, eu tinha que esperar. Conforme o fogo foi aumentando, os policiais foram saindo de suas casas e toda a cidade começou a se alertar. Nisso, eu já havia arrombado a porta com o fogo do Magby, devagar e com cuidado, de forma a não chamar a atenção. Lá dentro, me deparei com um ambiente normal, duas mesas com telefones e montes de papel, alguns quadros para recados e um daqueles armários de metal com grandes gavetas, onde normalmente os policias guardam os documentos.

Acendi algumas velas que havia comprado no caminho até a cidade e fui direto ao arquivo.

- F... O... Aqui, R! – achei o local onde procurar. – Ronald, Richard, Rias. Por que isso tá de trás pra frente? – peguei o documento e larguei o resto sobre o armário. – Prisão de segurança máxima de Vermillion? – li mais um pouco. – Então é aquele edifício acinzentado que vi do lado de fora da cidade.

É claro que o termo prisão de segurança máxima não significava o mesmo que significa hoje, mas mesmo assim, era complicado tirar alguém lá de dentro e isso significava algum tempo de estratégia e preparação. Ligando para a sede da Equipe, expliquei a situação e pedi uma planta baixa da prisão, desde o sistema de esgoto – que, felizmente, não era separado do resto da cidade – até as torres de vigia. O resto eu teria que descobrir sozinho.

Foi então que começou a minha maratona. Todos os dias, durante uma semana, eu e meus pokémons ficamos vigiando e comendo sobre as árvores que ficam ao redor da prisão, com um binóculo, obviamente. Todos os dias eu anotava o horário da troca dos guardas, horário de visitas e o quais as consequências disso; tudo o que influenciaria no meu plano estava anotado no meu caderno, inclusive rotas de entrada e fuga, muito diversificadas, já que cada dia eu me posicionava em locais diferentes para ter uma visão melhor do edifício como um todo. Só faltava conversar com quem eu queria tirar de lá.

No dia seguinte, bem arrumado, às três da tarde em ponto, me apresentei na prisão.

- Bom dia, oficiais. Vim visitar Rias Gremory. – eu disse, confiante. Os dois estremeceram um pouco ao ouvir o nome. A reputação da antiga líder da Rocket parecia assustá-los mesmo que ela estivesse atrás das grades.

- Tudo bem, então.– o mais velho disse, se afastando para me deixar entrar na prisão. – Mas qualquer tentativa de usar essas pokébolas para tirá-la de lá você vai ficar aqui mesmo.

- Não precisa se preocupar, sou apenas um treinador. – eu respondi, sorrindo, como alguém inocente faria.

Um carcereiro me guiou a passos largos até o local de visitas. Era nada além de uma parede de vidro blindado com telefones dos dois lados. Rias era definitivamente muito bonita, talvez o suficiente para eu salvá-la por conta própria. Peguei o telefone, mas ela falou primeiro:

- Quem é você? – parecia desconfiada.

- Sou ajuda. Certo alguém gostaria de oferecer ajuda caso queira restaurar sua... – fiz bafo no vidro e escrevi de uma forma que ela pudesse ler a palavra “Equipe”, pois provavelmente escutavam tudo o que dizíamos. Assim, mesmo que desconfiassem, não teria provas contra mim.

- Quem é esse “certo alguém”? – ela perguntou, ainda com uma sobrancelha levantada.

- Você sabe que não posso dizer aqui. – eu estava ficando impaciente também. – Apenas me responda: quer ou não voltar à ativa?

- Sim, com certeza! – ela parecia querer muito sair dali.

- Então... – escrevi novamente no vidro, dessa vez a frase: “Esteja preparada”, pus o telefone no gancho e fui embora.

Já bem longe da prisão, eu pensava nas partes do plano para libertar Rias e finalizar a missão.

- Primeira parte do plano: preparar o alvo a ser liberto... Concluído! – risquei o primeiro item da lista.

Quando a noite chegou, eu já tinha uma trajetória. Entrei em um buraco de esgoto no centro da cidade e então caminhei para o norte. Lá, além do cheiro extremamente ruim, da sujeira e dos insetos, encontrei alguns grimers e muks, que não me deram muito problema. A viagem foi calma e tranquila, mas também escura, apesar da lanterna que eu havia levado junto.

A parte mais complicada foi quando os canos subiram e eu não pude alcançar sozinho o próximo patamar. Eu sabia que mais cedo ou mais tarde aquilo iria acontecer, então usei o Tiro de Estilingue do Joltik para me ajudar a escalar.

Agora, vocês leitores devem estar se perguntando: “Por que estou lendo essa narrativa? Até agora não houve nem um pouco de ação!” Cada parte tem seu momento eu digo. O fato é que não posso narrar algo de forma fantasiosa ou dissertar sobre acontecimentos não notáveis para o curso dos eventos que levaram ao cumprimento de mais uma missão. Resumindo, até aí, foi tão entediante como foi escrito.

Caminhei mais um pouco, cansado e fedido, parando exatamente na última saída, que ficava fora dos terrenos da prisão, mas dentro do alcance da luz das torres. Agora, enquanto eu comia meu lanche, deixem-me explicar como funcionava uma parte da minha estratégia. Para começar, as duas torres frontais varriam o pátio, demorando cerca de quarenta e cinco segundos para dar uma volta completa; a segunda torre estava com um atraso de quinze segundos em relação à primeira, o que me dava uma janela de exatos quinze segundos para entrar no complexo.

Como se não bastasse, um dos guardas fazia sua ronda naquela parte do local, demorando, em média, trinta segundos para percorrer o pátio todo, começando cinco segundos antes da segunda torre, o que reduzia meu tempo em apenas dez segundos. Terminando de comer, eu peguei uma das pokébolas na mão, fiquei olhando os dois pontos piscarem no meu relógio digital conforme os segundos se passavam e, assim que a primeira torre ultrapassou a boca do buraco eu saí correndo, sem me esquecer de arrastar à tampa para o lugar certo.

- Magby, - eu sussurei. – Use o Lança-chamas para abrir um buraco na cerca, mas seja discreto. – nós já havíamos treinado aquilo, então meu pokémon conseguiu controlar sua chama de forma a ser quase tão pequena quanto a de um maçarico. Devolvendo-o a pokébola após sete segundos, eu chutei a cerca e então invadi.

Me escondendo nas sombras e tirando o Joltik do pokébola, eu disse:

- Vá até o guarda e o amarre com o Tiro de Estilingue. – o homem ia baixar a guarda com um pokémon pequeno. Faltavam dez segundos para a torre fazer a volta e a luz me revelar quando Joltik voltou.

Correndo, peguei o guarda caído de forma que ele não reconhecesse meu rosto, contei os segundos certos e o coloquei no buraco do qual eu havia saído. A troca de turno demoraria três horas, então ninguém notaria a ausência dele durante bastante tempo.

- Snivy, me leve até lá em cima com o Chicote de Cipó. – minha intenção era ir para cima do prédio, onde a luz não poderia me alcançar e onde eu poderia acalmar os nervos.

Me obedecendo, o pokémon do tipo grama se agarrou em um ferro e subiu; lá de cima, esticou seus Chicotes, me ajudando a subir. Respirando fundo, fui até um grande cano com entrada quadrada virada para a frente; se eu não estivesse enganado, aquilo me levaria para a cozinha.

- Magby, abra isso com o seu fogo. – eu disse, retornando o Snivy e trazendo o Magby. Rapidamente, eu pude escorregar pelo cano e cair de pé chão da cozinha.

“Ai, de quantos metros eu caí?”, pensei, logo antes de notar que provavelmente havia sido apenas um metro.

Então entrei no sistema de ventilação. Dali, eu poderia ir até certo corredor por trás das celas e abrir calmamente a cela de Rias. É, como se fosse ser tão fácil. Até consegui chegar onde queria, mas não contava que um guarda estaria ali com um Vaporeon e um Sandslash.

- Quem é você?

- Por que sempre fazem essa pergunta? – eu retruquei. – Como você sabe eu sou só alguém que não deveria estar aqui, então ataque logo. – concluí, tirando todos os meus pokémons de suas pokébolas.

- Ótimo, apenas me deixe comunicar a sua invasão. – o homem ironizou.

- Joltik, Onda Trovão. – eu disse, seco, sério e baixo, fazendo o raio do Joltik, fritar o comunicador do homem. – Não brinque comigo.

- Por que não? Sabe que não vai sair daqui não é? – eu não admitia, mas estava ficando com medo dessa possibilidade.

- Isso é o que vamos ver. – daquela vez eu tinha que atacar primeiro. – Joltik, ataque o Vaporeon com a Onda Trovão; Snivy, Chicote de Cipó!

- Vaporeon, evasiva e Arma de água! Sandslash, Giro Rápido! – os pokémons eram muito bem treinados e apesar do meu Joltik estar às portas da evolução, o Snivy ainda não havia treinado muito. Girando, o Sandslash passou por cima do ataque do Snivy.

- Joltik, evasiva e Teia Elétrica! Snivy, Semente Sanguessuga! – “vamos ver se ele aguenta isso”, pensei.

- Evasiva, os dois! – o homem disse. O Vaporeon, graças a sua agilidade, conseguiu escapar da Teia no corredor estreito, mas o Sandslash, que atacava rolando, apenas se enrolou mais ainda na Semente Sanguessuga, tendo sua energia drenada rapidamente.

Aquela era a minha chance.

- Snivy, finalize com o Tornado de Folhas! Joltik sele o corredor com algumas Teias de Aranha! Magby exploda essa parede com a Rotação de Fogo! – indiquei a parede da cela de Rias.

O Sandslash foi nocauteado, mas o Vaporeon ainda estava bem inteiro para batalhar. Ela veio correndo ao meu encontro quando a cela explodiu, claramente preparada como eu havia orientado.

-Corra! – eu disse, colocando-a na minha frente.

Quando chegamos à cozinha o alarme já estava soando.

- Suba! - ajudei-a a sair pelo cano que eu havia entrado.

Quando ela já estava lá em cima, com todos os meus pokémons, eu abri os bicos de todos os fogões, a fim de deixar escapar o gás. Cortando a corda na metade – o que era o suficiente para que ela caísse para o lado de fora do prédio até a metade -, deixei-a dentro da cozinha e subi com ajuda do Snivy.

Descemos o mais rápido possível, usando os Chicotes do Snivy como tirolesa. Lá embaixo os guardas já começavam a se reunir e lotar o pátio com pokémons.

- Joltik, use a Bola Elétrica para levantar uma nuvem de poeira! Magby, destrua o portão! Snivy, retornar. – eu disse, nessa ordem, assim que terminei de descer do prédio, caindo em frente ao portão e ao lado de Rias.

- Você não deve ser um agente muito bom. – ela disse, casualmente. –Deveria ter roubado alguns pokémons para usar na fuga.

- Cale-se. Eu fiquei aqui vigiando e anotando os hábitos deles por uma semana e, mesmo assim, não saiu perfeito. – respondi. – E sabe por quê? Por que sempre existe um fator imprevisível. Prezei a rapidez e o cumprimento da missão, que é o que me foi pedido. Além disso, não uso pokémons como objetos. Então fique em silêncio e corra enquanto eu te cubro.

Naquele momento já estávamos fora da prisão e todo o tipo de ataques voavam até nós.

- Joltik, Raio Psíquico! Magby, Lança-Chamas! Snivy, Tornado de Folhas! – no momento, era o que eu podia usar para causar o maior dano possível contra os pokémons que surgiam de todos os lugares.

- E agora? Para onde vamos? – ela perguntou, desconfiada. – Não vai me dizer que não tem nenhum plano de fuga.

- É óbvio que eu tenho, se não se importar em ficar um pouco molhada.

E então a levei para o interior da floresta, correndo a toda velocidade, onde eu tinha roupas limpas e simples. Enquanto eu vigiava, ela se trocou rapidamente e, logo em seguida, trocamos.

Era crucial que as roupas ficassem por ali, então não saberiam para onde tínhamos ido.

- Ótimo. – eu disse. – Se sente bem com essas roupas? – quando ela confirmou eu continuei: - Azar o seu, por que não vai ficar com elas por muito tempo. Vem, tem um rio logo à frente, precisamos atravessá-lo.

Aquilo estava ficando longo, demorado e cansativo e, por isso, se chamava trabalho, que, na maioria das vezes, pouco tinha de divertido.

O rio tinha correnteza fraca, mas era largo demais para atravessar sem entrar na água, nem a ajuda do Snivy adiantaria. Assim, tivemos que atravessar a pé. Bom, eu atravessei a pé, ela teve que nadar, pois a água, no lugar mais fundo, batia no meu pescoço e ela tinha pelo menos uns quinze centímetros a menos.

Do outro lado da margem, caminhamos bastante até uma clareira, onde, enquanto o Magby queimava as roupas usadas na travessia, Rias se esquentava em outras roupas, dessa vez roupas acima de qualquer suspeita, que a fariam passar por uma donzela perdida. Eu, por outro lado, sempre tive cara de idiota o suficiente para me safar de situações complicadas, então as roupas não importavam muito.

- Esse... – ela começou a dizer, enquanto tremia. - ... foi o... pior... resgate... da história...

- Ah, não reclame. Você está fora da prisão e dias bem melhores estão a sua frente, se não fizer a burrice de se deixar ser presa de novo. – eu desdenhei, enquanto cozinhava para nós dois, afinal, ela deveria ser encontrada em boas condições.

Duas horas depois, após atravessarmos tranquilamente o bloqueio da polícia, estávamos em um trem, a caminho da região de Unova, onde ela conversaria com o chefe e seria protegida até conseguir infraestrutura o suficiente para reerguer a Equipe Rocket, que, agora, a polícia sabia, tinha uma aliada forte e competente, pois, na margem oposta do rio, úmida e brilhante sob o luar, uma faixa de lona branca deixava um recado:

Uma cortesia da Equipe Plasma

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Re: Base do Soldado Blake

Postado por ~ Bacon em 21/11/2012, 16:15

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Re: Base do Soldado Blake

Postado por Blake em 25/11/2012, 15:54

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Estava com um pouco de pressa, então não sei se ficou tão boa assim.

Depois de capturar o Scyther eu tinha uma missão a cumprir. O chefe estava preocupado com a falta de membros e queria dar um jeito de reduzir as operações da polícia para ganhar tempo enquanto tentava recrutar. Durante minha viagem, a única coisa que passava pela minha cabeça era o final da operação, até por que já estava cansado de ficar pensando em planos.

Minha missão era explodir e/ou destruir as bases da polícia na cidade de Vermillion. Eu sabia, por experiência da minha última missão, que a polícia tinha cinco bases ao redor da cidade, de forma a poder atender rapidamente qualquer incidente que ocorresse no interior da cidade e cercar com facilidade os criminosos que tentassem fugir. Outras quatro bases ficavam ao redor do centro da cidade e a central exatamente no meio, ao lado da prefeitura.

Com meus recursos limitados – uma corda e uma banana de dinamite -, eu não tinha como fazer algo muito pomposo dessa vez. Supondo que Sookie, a agente da Equipe Rocket que eu estava indo encontrar tivesse a mesma quantidade de explosivos que eu, poderíamos explodir apenas duas dessas dez bases.

Tudo bem que eu não houvesse recebido instruções para destruir todas as bases, mas havia ficado implícito na mensagem que quanto mais bases destruídas melhor. E, de qualquer forma, quanto mais ataques a polícia sofresse melhor, pois eles teriam que estar preparados para um breve futuro.

Combinando com a agente Sookie de nos encontrarmos em um restaurante simples pelas redondezas da cidade, eu cheguei um pouco atrasado, já que havia ido fazer algumas preparações naquela manhã.

- Você demorou Blake. – ele disse. – Achei que tinha desistido.

- Foi mal, tive que tomar algumas precauções. – respondi.– Mas agora já estou aqui, e bastante motivado.

- Tem algum plano?

- Tenho vários, mas cada um tem menos chance de dar certo do que o outro.

- Então, qual é seu melhor plano?

- Peraí, você não quer dar uma sugestão primeiro?

- Sou boa em agir, mas não gosto de criar estratégias.

- Ok, então. – eu disse, começando o comer o sorvete que havia pedido. – Para começar, vamos invadir o QG central e roubar as plantas das outras bases. Será a operação mais arriscada, mas, assim que fizermos isso, o resto será fácil.

- Do que vamos precisar? – ela perguntou.

- Bom, pra começar, preciso ver que pokémons você trouxe. – eu disse. Havíamos nos falado por telefone apenas por conveniência e rapidamente.

- Vou deixar você vê-los. Emolga, Sneasel, saiam! – ela deixou ambos saírem.

- Não consigo me acostumar com pokémon como o Emolga. Parecem tão frágeis. Mas esse Sneasel parece bem competente.

- Pois fique sabendo que meu Emolga é muito forte.

- Não me importo com a força dele. Só o fato de poder voar já é um grande acréscimo nos meus planos.

- Humm... E você, que pokémon têm?

- Um Joltik, um Snivy e um Magby pela Equipe. – eu respondi. – Como pode ver, - apontei para o Mudkip no meu ombro. – tenho o Mudkip, um Seedot e um Scyther na minha equipe pessoal.

- Tenho que admitir que são todos pokémons impressionantes.

- Espere até ver os times que quero formar.

Enfim, vamos direto a ação.

Eu havia aprendido que nem tudo se conseguia entrando silenciosamente na calada da noite, então deixei esse plano na reserva. Naquela noite, a fim de ser rápido, eu capturei silenciosamente um policial com o Tiro de Estilingue do Joltik, a fim de pegar sua farda.

Vestido como policial, eu entrei no QG principal, confiante e com um porte sério; se alguém desconfiasse de mim como policial jamais desconfiaria daquela postura.

- Algum problema oficial? – um policial perguntou para mim quando cheguei lá dentro. – Por acaso seu esquadrão precisa de reforços? – ele imediatamente pensou que eu fosse de uma das outras bases e que alguma coisa tivesse acontecido.

- Na verdade tem um problema sim... – eu me referia ao fato da Sookie estar demorando, mas, no mesmo instante todas as luzes se apagaram, indicando que ela tinha executado sua parte no primeiro plano. – Um fusível deve ter queimado no disjuntor interno, vou verificar... – eu disse e, como ninguém podia me ver, pus um caríssimo óculos noturno e corri para o lugar em que estavam arquivadas as papeladas importantes.

Para esclarecer, eu pretendia fazer com que as luzes se apagassem e tudo o mais de qualquer forma, o fato de que era a agente da Equipe Rocket que fazia isso era apenas uma pequena mudança.

Desde a hora em que nos encontramos, viajamos o QG central a fim de descobrir onde era aquela sala e, enquanto eu dava andamento a mais alguns procedimentos, inclusive a compra daqueles óculos, Sookie conseguiu encontrar a sala.

Eu sabia, entretanto, que não tinha muito tempo. Logo o gerador de emergência faria as luzes voltarem e eu tinha que sair dali antes que isso acontecesse. Vasculhando nos arquivos eu logo consegui encontrar o que procurava, mas, antes que eu pudesse voltar, o oficial que havia falado comigo me surpreendeu.

- O que está fazendo aqui? Essa sala é proibida para todos que não forem do alto escalão! – ele parou do lado de fora do corredor, assim que o gerador começou a funcionar.

- Magby, Lança-Chamas! – eu pensei rápido, atacando o homem e fugindo correndo, sem esquecer de colocar as plantas sob a minha camiseta. No hall de entrada eu disse: - Alguma coisa explodiu lá dentro; um oficial está ferido, vou buscar ajuda. – e continuei correndo, saindo o mais rápido que pude do prédio.

Uma vez lá fora, troquei de roupa, jogando a farda no lixo, e me misturei aos civis, ficando irreconhecível.

Quando cheguei ao telhado do prédio velho que usávamos como base, ela perguntou:
- E, então, tivemos sucesso?

- Claro, quem pensa que sou? – eu respondi, jogando os papéis no chão.

- E agora? Qual é o próximo passo?

- Por enquanto, dormir. Vamos descansar e deixar a poeira baixar; vamos demorar mais dois dias para finalizar em grande estilo se não se importar.
Na manhã seguinte, começamos a montar todo o esquema. No dia anterior nós havíamos roubado muita corda – mais do que qualquer pessoa com seguiria imaginar - e gasolina. Seguindo o sistema de esgoto da cidade, do qual eu tinha a planta por ocorrência da missão anterior, nós esticamos cordas em todas as direções, amarrando-as perto dos bueiros que ficavam em frente aos QG’s. Gastamos o resto do tempo pintando as extremidades de preto e, quando acabamos tudo, o crepúsculo já havia chegado.

Correndo, Sookie foi fazer sua parte. Depois de um bom tempo, ouvi um burburinho acima de mim e, depois, várias viaturas saindo; aquela era a hora. Usando toda a minha força, empurrei a tampa, atravessei a rua e entrei no primeiro QG por uma janela. Cautelosamente, andei rápido até a cozinha, que eu já sabia de cor onde ficava e também todos os caminhos até ela ou para sair dela, de tantas olhadas que eu havia dado nas plantas.

E foi assim em todos os outros. Enquanto Sookie explodia algumas casas velhas, cada uma com um pequeno botijão de gás que havíamos roubado no dia anterior, em determinado espaço de tempo e cada uma com uma boa distância da outra, eu ia esticando minhas cordas para dentro dos QG’s.

Tudo demorou cerca de meia hora. Quando coloquei fogo na ponta da corda completamente embebida em gasolina, deu-se de três a cinco minutos, e o chão tremeu com as nove explosões consecutivas.

Enquanto o pavor tomava conta da cidade, e os policiais despreparados para aquele tipo de situação corriam de um lado para o outro como baratas tontas, eu esperava Sookie. De repente, toda a energia da cidade foi para o brejo, o sinal de que ela já estava chegando.

Cinco minutos depois ela apareceu, parecendo assustada com o funcionamento do plano.

- O que está acontecendo?! – ela perguntou. – Que droga de plano é esse? Eu nunca vi tanta destruição.

- Está assustada? – foi uma pergunta retórica. – Acostume-se. No futuro, não haverá distrações para afastar as pessoas do local; elas e seus pokémons explodirão juntos. De qualquer forma, o plano ainda não acabou. Vamos! – pus meu óculos de visão noturno e ela também.

Entrando o prédio sorrateiramente, lançamos alguns ataque indiscriminados, mas longe das pessoas, a fim de ninguém nos barrar. O prédio tinha cinco andares, então resolvi pôr as duas bananas de dinamite no terceiro. Havia sido muito complicado aprender como fazer um timer para transformar aquilo em uma bomba relógio, mas consegui. A moral era que quando o tempo acabasse, um pulso elétrico era enviado pelos fios ligados as dinamites e, por consequência, elas explodiam.

Ajustando o tempo para um minuto e trinta segundos, nós corremos, subindo os outros dois andares. Lá em cima, tirei de trás das minhas costas, sob minha capa, uma espécie de foguete portátil, bastante usado por agentes de outras equipes. Pegando na alça e ativando-o, as asas planadoras se abriram. Abraçando Sookie, eu pulei.

- Agora, o show! - as preparações que eu havia feito sozinho no dia anterior, antes e depois de me encontrar com Sookie, apareceriam naquele momento.

Na cidade completamente escurecida, ouviu-se o som de fogos de artifício. Enquanto o QG central era consumido pela explosão e pelas chamas, no céu estrelado uma mensagem brilhante era deixada:

Uma cortesia da Equipe Plasma

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Re: Base do Soldado Blake

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